17 de setembro de 2012

XV Festival Nacional 5 Minutos promove oficinas gratuitas; Inscrições até o dia 23

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O XV Festival Nacional 5 Minutos recebe até o próximo dia 23 inscrições para as oficinas de Direção de Arte, Direção de atores e interpretação cinematográfica, Mercado de desenvolvimento de games para consoles e mobiles, Stop motion para crianças (para escolas, grupos de 5 ou 10 alunos), Videoarte e Webdocumentário.

É necessário preencher corretamente uma ficha de inscrição disponível aqui e enviá-la juntamente com o currículo para o e-mail: 5minutos.oficinas@gmail.com. A lista dos selecionados será divulgada até dia 05 de outubro. A participação nas oficinas é gratuita.

Mais informações
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6 de agosto de 2012

Arcano Zero

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O louco sem casa (R.Lira/2010)
Normalmente eles passam despercebidos por quem anda pelas ruas da cidade. Vagam nas esquinas e praças como espectros sem rosto ou história. Todavia, por mais igual ou diferente que possam parecer, cada um tem uma história para contar.

Invisíveis rostos em desfacimento1, engrossam ainda mais a estatística da pobreza urbana. Ainda em 2008, as ruas de Salvador abrigavam aproximadamente 900 pessoas, segundo informações da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes)2. No mesmo ano, uma pesquisa feita pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP) apontou que mais de 38% da população de rua, eram portadores de algum tipo de transtorno mental.

Muitos vagam pelas praças e avenidas populosas da cidade conformados com seu destino. Outros, agitados, olham e vêem além do que olhos comuns podem enxergar. Ao serem questionados de onde vem e para onde estão indo, fogem; se escondem porque o caminho que percorrem ainda não lhes deram todas as respostas.

A vigésima segunda carta do tarô, conhecida como Arcano Zero – O Louco, a carta sem casa, os descreve como andarilhos eternos, cujo olhar, fixo no horizonte, aguarda algo pressentido apenas.

Eles caminham livremente por todas as regiões da existência, seguidos unicamente pela figura de um cão que, ao invés de guiá-los pelas trilhas do mundo, os cerca traiçoeiramente.

Este mesmo cão, que simboliza sua consciência, parte a todo o momento para mordiscar seus calcanhares. Aí, quando mesmos se espera, o arranha as pernas.

O viajante eterno, por sua vez, não liga. Seu pensamento vaga distante. Nem se dá conta do que ocorre a sua volta. E, ao quebrar os laços com a família, segue pelas ruas e mares do mundo, na busca de uma liberdade inexistente. Porém, permanece fechado no seu próprio mundo, no fundo do seu “Eu".

Suas famílias, por sua vez, os procuram incessantemente. Tal como uma via crucis, seguem à procura dos filhos que desapareceram de casa. E quem busca o parente desaparecido após um surto, naturalmente, assume o gênero feminino. É a dona de casa, a mãe, a irmã, a cunhada, as tias, a sobrinha. São essas pessoas que se ocupam em localizar àquele que partiu, após uma crise. São elas que identificam os primeiros sinais no comportamento do futuro diagnosticado portador de transtorno mental.

Alterações do pensamento, do humor, alucinações, percepção alterada da realidade são alguns sintomas que podem trazer estigma, causar dor, silêncio, estimular vergonha, levantar incompreensão, exclusão e, por fim, fuga do ambiente familiar.

Para as mães, só existe um caminho: a necessidade de encontrar o filho desaparecido, independente dos conflitos que a doença potencializa em suas relações.

Incansáveis, elas percorrem ruas, vão aos programas de TV, aos órgãos do Poder Público, aos hospitais e necrotérios. Pedem ajuda. Os anos passam, mas a esperança permanece viva em seus corações.

Robson Souza, Andrea Santos, Samuel Francisco, Hélio de Jesus, Cecília Silva... São alguns nomes cujos rostos estão perdidos em meio ao “rio de mil braços e mar de mil caminhos” da cidade. O mesmo rio que os leva para diversas direções, os torna prisioneiros em meio às trilhas urbanas dos desaparecidos.

Atenção: proibida reprodução total ou parcial do texto acima.
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Apresentação do Livro-reportagem Na Busca dos Desaparecidos: a esperança ainda não morreu

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"A busca pelas próprias verdades é o maior objetivo de quem some pelas ruas da cidade. Encontrá-los é a missão de quem os querem bem" (R.Lira/2010)


 “Para se contar histórias de pessoas, é preciso, antes de qualquer coisa, sentir a dor do mundo”. Foi pensando nisso que resolvi aceitar o desafio da jornalista Eliane Brum de não apenas gastar ou sujar os sapatos na construção de uma boa matéria, tal como sugerira um dos criadores do New Journalism, Gay Talese, ao escrever o livro "Fama e Anonimato", mas a lambuzar-se na lama da rua. E, num impulso quase incontrolável, resolvi abrir os olhos para o que sempre pode se tornar visível àqueles que querem enxergar para além de suas próprias vidraças ou telas de LCD. Fui, então, não apenas às ruas, mas às casas das pessoas aqui retratadas.

Deram-me licença e entrei. Tornei-me para essas pessoas, num curto espaço de tempo, uma estranha amiga. Esmiucei o que pude esmiuçar. Perguntei o que pude perguntar. Compreendi o que estava ao meu alcance e mergulhei em mundos dissonantes ainda em processo de restauração. Conversei com estranhos, estimulei saídas, ganhei amigos para até quando a vida permitir. Precisei ter fôlego para não afogar, mas, como uma boa foca que sou, consegui manter-me emersa. O resultado dessa tentativa é o livro-reportagem Na Busca dos Desaparecidos, a esperança ainda não morreu.

A narrativa tenta trazer a tona o que os meios de comunicação de massa não conseguem ou não podem fazer, por estarem presos a critérios superficiais na construção da notícia. Assim, procurei seguir os ensinamentos que Edvaldo Pereira Lima registrou na obra "Páginas Ampliadas": dei voz, corpo e alma a quem vive sem cara, nome e sobrenome na grande mídia brasileira.

Na Busca dos Desaparecidos, a esperança ainda não morreu relata um período da vida de três mulheres baianas: Edileusa, Lígia e Luísa.

Mães escondidas no anonimato da cidade, que sonham, como tantas outras, saber por onde andam os filhos desaparecidos. A narrativa revela semelhanças e diferenças de fatos que até hoje influenciam as vidas dessas mulheres. Todas têm em comum a pobreza, a falta de oportunidades e a esperança. Já os seus filhos têm em comum o mesmo que suas mães, com o acréscimo de serem todos portadores de transtorno mental.

Atenção: proibida reprodução total ou parcial do texto e imagens acima.
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14 de julho de 2010

Sucom faz choque de ordem fiscal na Avenida San Martin

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A Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) realizou nesta quarta-feira (14), na Avenida San Martin, mais um Choque de Ordem Fiscal em logradouros públicos, visando combater o comércio irregular da região. O saldo da ação fiscal resultou em 14 vistorias com 13 notificações aplicadas e 02 peças de publicidade irregular (cavaletes) apreendidas.

A operação fiscal foi resposta a uma denúncia recebida pela autarquia sobre a ocupação excessiva da via pública por pneus, cavaletes e placas de publicidade que estavam dificultando a circulação segura dos pedestres nas calçadas.

Os responsáveis pelos estabelecimentos notificados por não terem alvará de funcionamento para o exercício de atividade comercial também foram advertidos para que, em até 24 horas, retirem os pneus, jantes e carcaças de automóveis da via pública, sob pena de terem os equipamentos apreendidos de acordo com o Código de Polícia Administrativa do Município (Lei 5.503/99). Das vistorias feitas, apenas 2 atividades estavam com a documentação regular.

A operação Choque de Ordem Fiscal foi criada em setembro de 2009 pela Prefeitura de Salvador através da Sucom. O objetivo das ações de fiscalização é combater as irregularidades na cidade. Desde então, a autarquia realiza ações fiscais em empresas, estabelecimentos comerciais e instituições de diversos segmentos, promovendo o ordenamento do uso do solo de Salvador.
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6 de julho de 2010

Sucom notifica estacionamentos no Comércio

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A Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) deu continuidade nesta terça-feira (06) ao Choque de Ordem Fiscal nos estacionamentos em áreas privadas de Salvador. Até o final da manhã, técnicos da autarquia realizaram 06 vistorias no trecho entre a Avenida França e a Avenida Estados Unidos, no Comércio. A fiscalização teve um saldo de 05 estacionamentos notificados - 04 por ausência de alvará de publicidade no momento da ação fiscal e 01 por falta de alvará de funcionamento.

Os responsáveis pelos estacionamentos MultiPark, Via Park e Bahia Park terão prazo de 48 horas para apresentar à Sucom os devidos alvarás, sob pena de serem autuados.

Conforme o artigo 21 do Código de Polícia Administrativa (Lei 5.503/99), o alvará de licença ou autorização de atividade comercial precisa ser mantido em bom estado de conservação e afixado em local visível, devendo ser exibido à autoridade fiscalizadora sempre que esta o exigir.

A operação Choque de Ordem Fiscal em estacionamentos de Salvador também ocorreu na última quarta (30) e quinta-feira (1º), simultaneamente a mais duas frentes de fiscalização em supermercados e bancos da cidade. As vistorias vão seguir até amanhã (07).
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29 de abril de 2010

Sucom Móvel atende entidades evangélicas em Pau da Lima

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A Sucom realizou mais um mutirão de atendimento a igrejas evangélicas na manhã do último sábado (22) através do projeto Sucom Móvel. Desta vez, a ação ocorreu na Igreja Batista Missionária Filadélfia (Rua Tenente Nelson, nº 9), em Pau da Lima, onde líderes evangélicos do bairro e adjacências puderam requerer a abertura de processos de Termos de Viabilidade de Localização (TVLs) de suas igrejas. O mutirão foi realizado a pedido dos pastores que se mostraram atentos à importância de manter suas entidades legalizadas.

Além da abertura de 23 processos de formalização de atividade, os atendentes da instituição municipal procederam a abertura de denúncias de empreendimento irregular, fizeram consultas a processo de TVL e prestaram orientações sobre poluição sonora.

Pastores evangélicos das localidades de São Marcos, Colina Azul, Pau da Lima e localidades próximas presenciaram a homenagem que a Federação das Associações de Moradores do Movimento Comunitário na Bahia (FAMMCEBA) prestou ao superintendente da Sucom, Cláudio Silva. O gestor recebeu da associação o título de qualidade na prestação dos serviços públicos à população de Salvador. “O trabalho que a Sucom vem desenvolvendo é fundamental devido à transparência das suas ações”, disse o presidente da FAMMCEBA, pastor Vivaldino dos Santos.

Cláudio Silva aproveitou a ocasião para falar da relevância social das entidades religiosas. “As igrejas não se ocupam apenas em evangelizar, mas também exercem o papel de complementar ações do Estado quando se voltam para a educação, segurança pública e saúde da sua comunidade”.

O Projeto itinerante Sucom Móvel realizou um mutirão semelhante para a regularização de igrejas evangélicas na última quinta-feira (20). Em março, a Sucom contemplou representantes de terreiros de candomblé instalados no Parque São Cristóvão e adjacências. No mesmo mês, o projeto Rede Sucom atendeu os responsáveis por entidades de Águas Claras e Cajazeiras, orientando-os sobre os serviços da autarquia. Em outubro de 2009, houve no Aquidabã um mutirão de licenciamento para igrejas evangélicas. Também em 2009, nos dias 13 e 14 de novembro, a superintendência participou do “I Fórum o Povo de Santo e Turismo Étnico de Águas Claras e Cajazeiras”, realizado em Águas Claras.
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28 de janeiro de 2010

Suburbana é beneficiada com o primeiro SUCOM nos Bairros de 2010

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Foto: Rosângela Lira
No último sábado, (23), Wellington dos Santos foi a mais uma edição do Sucom nos Bairros e, em pouco tempo, sem precisar pegar fila, pagar transporte ou até mesmo fechar seu pequeno comércio, concluiu a retirada do TVL - Termo de Viabilidade de Localização – ou seja, o pré-licenciamento do seu negócio, interrompido anteriormente. Graças ao projeto Sucom nos Bairros, cuja 22ª edição, primeira de 2010, contemplou os comerciantes da Suburbana. O atendimento ocorreu na Escola Municipal Professora Eufrosina Miranda, entre 9 e 15h, na Rua Aterro do Joanes, nº 96, no bairro do Lobato.

Conforme Eliana Marback, gerente de Informações e Sistemas da Sucom, a 22ª edição do projeto Sucom nos Bairros é reflexo da Operação Choque de Ordem ocorrida na Suburbana em dezembro do ano passado, que culminou com a retirada de sucatas das calçadas. “Recebemos hoje várias pessoas querendo legalizar a atividade de venda de peças de carros. Isso reafirma o trabalho educativo que a Sucom vem exercendo nos últimos tempos”, concluiu.

Já para o superintendente da Sucom, Cláudio Silva, presente no mutirão, o trabalho do Sucom nos Bairros se consolidou como uma oportunidade de as pessoas se regularizarem perante o município. “O propósito da Sucom é garantir que essas pessoas tenham a possibilidade de explorar suas atividades para sobreviverem de forma digna”.

O chefe da autarquia enumerou também alguns benefícios diretos obtidos pelo cidadão que se legaliza: “Além do direito de poder exercer determinada atividade, estando legal, o cidadão vai poder tomar empréstimo em banco e até mesmo distribuir material publicitário para atrair novos clientes para o seu negócio.”

O pequeno empresário do bairro do Lobato, Luciano Bastos, 36, explicou ter passado por sérias dificuldades antes de dar o primeiro passo para legalizar sua atividade comercial: “Eu abri uma empresa a pouco tempo e meu funcionários queriam que eu assinasse a carteira. Agora, já poderei contratar até mais pessoas para trabalhar pra mim”, pontuou.

O projeto itinerante Sucom nos Bairros tem por finalidade descentralizar o atendimento da autarquia oferecido à população de Salvador que, habitualmente, precisa se deslocar até a sede do órgão, na Av. Bonocô, ou aos postos de atendimento instalados nos SACs Boca do Rio e Iguatemi.

Moradores das localidades da Ilha de Maré, Santa Cruz, São Caetano, Cabula, Fazenda Coutos, Boca do Rio, Nova Brasília, Liberdade, Pernambués, Cajazeiras VIII, Periperi, Engenho Velho da Federação, Parque São Cristóvão, Bairro da Paz, Ribeira, Uruguai, IAPI, São Marcos, Paripe, Sussuarana e Campinas de Pirajá já se beneficiaram com o projeto que já regularizou mais de 500 empresas, com aproximadamente 4.000 ações educativas realizadas pela autarquia, além de proceder a abertura de cerca de 600 processos.

Mais informações sobre os serviços da Sucom no site www.sucom.ba.gov.br ou através do Alô Sucom (2201-6900).
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12 de dezembro de 2009

Distúrbio mental pode tingir mais de 176 mi de pessoas no mundo

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A correria da 'vida moderna' tem abalado a saúde mental dos indivíduos. É comum o parecer médico apontar distúrbios de comportamento e até mesmo mentais numa sociedade cada vez mais acelerada e fóbica. O estresse é considerado como um dos vilões que afentam a qualidade de vida das pessoas e a depressão é apenas um indício de que algo não está bem.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, estima-se que até 2010 o número de pessoas que sofrerão com algum tipo de distúrbio mental chegue a 176 milhões. Só no Brasil, em 2008, quase 13 mil pessoas foram afastadas de suas funções devido a algum transtorno mental ou de comportamento. Nos casos mais graves, consequentemente, é preciso tratamento psicossocial, além da prescrição de medicamentos que contribuam para o restabelecimento do indivíduo.

A Lei Paulo Delgado nº. 10.216, aos poucos vem, promovendo um novo viés ao tratamento dos distúrbios mentais. Tentativa de minimizar os estigmas de séculos de exclusão proporcionada pelos asilos psiquiátricos.

No Brasil, a reforma na atenção psiquiátrica, exigida desde a década de 70, e celebrada apenas a partir de 2001, traça os primeiros passos rumo à recuperação socialmente correta de quem sofre com o problema. Essa recuperação, porém, anda a passos lentos, principalmente quando o doente é pobre e necessita de tratamento gratuito.

O caso de Pedro Vicente, que passou a ser conhecido após fuga cinematográfica registrada pelas câmeras dos jornais, é um exemplo de como ainda é difícil tratar quem foi diagnosticado possuidor de algum transtorno mental.

Abandonado pela mãe com 1 ano, Pedro foi criado pelo pai. Aos 9 anos, começou com maconha, comprada em frente ao Colégio Estadual Luis Vianna Filho, em Brotas, onde estudava. Aos 12, ganhou do traficante uma arma para tomar conta de uma boca-de-fumo. Mas a esquizofrenia só foi detectada aos 14, quando ele não concluiu a 5ª série (CORREIO. Crack destrói família do 'Homem-Aranha' fotografado pelo CORREIO, 2009).

Raimundo dos Santos, 54 anos, tem buscado internar o filho em diversos hospitais psiquiátricos de Salvador. “Estive no Sanatório São Paulo, o Mário Leal, o Juliano Moreira. Se alguém aceita ele, não estava daquele jeito no jornal”, lamentou .


O Centro de Atenção Psicossocial Aristides Novis (CAPS), aceitou tratá-lo, porém Pedro, ao começar o tratamento, logo desistiu. Para o pai, o ideal seria tirar o filho do ambiente onde haja facilidade de conseguir drogas. Opinião refletida a do psiquiatra Esdras Cabus. “Quando existe comorbidade com outra doença psiquiátrica, a situação ainda é mais dramática”, pontuou.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços de saúde mental abertos e comunitários do Sistema Único de Saúde – SUS, destinados a prestar atenção diária a pessoas com transtornos mentais severos e persistentes. Seu objetivo é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Discípulo de Philippe Pinel, o psiquiatra Frances Jean-Étienne Dominique Esquirol (1772-1840), reconhecido por ter diferenciado a demência (doença mental) e amência (deficiência mental), justificou o isolamento dos doentes mentais como meios de garantir a segurança pessoal deles e de seus familiares.

A existência de posição favorável às internações para Michel Foucault (2007, p. 109) se correlaciona às exigências da ordem social contra a desordem dos loucos; mas, há quem brigue para que os Centros de Atenção Psicossocial tomem o lugar dos antigos manicômios.

No dia 30 de setembro de 2009, cerca de duas mil pessoas se reuniram em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A esse movimento foi dado o nome de Marcha Antimanicomial, evento promovido pela Rede Nacional de Internúcleos da Luta Antimanicomial, com o apoio do Conselho Federal de Psicologia que, além de defender o Sistema Único de Saúde, luta pelo cumprimento da lei da reforma psiquiátrica, a realização da 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental e a implantação do programa de Volta Para Casa.

Fala-se muito da importância que a reforma tem no trato psiquiátrico e o quanto é necessário recuperar a dignidade de quem sofre com o problema. Pouco se fala, porém, é que o problema mais grave hoje é a saúde social.

Enquanto nossa sociedade não tratar devidamente tais conflitos, muitos Pedros verão o futuro de uma vida digna escoar pelo ralo da burocracia.
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Quatro histórias... "Meu olhar do mundo, aqui do escuro”

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Compreender o mundo visual de quem enxerga do escuro foi o estímulo que norteou os primeiros passos no desenvolvimento do mine documentário intitulado “Quatro histórias... Meu olhar do mundo, aqui do escuro”,

Encontrar pessoas que pudessem falar desse universo desconhecido foi o primeiro desafio encontrado, apesar das estatisticas apontarem o contrário. Só na capital baiana cerca de 450 mil pessoas convívem com a deficiência visual, de acordo com o diretor de Educação e Cultura da Associação Baiana de Cegos, Ednilsom Sacramento. Vencido este primeiro desafio, o segundo não tardou a surgir: vencer a ideia particular e pré-concebida de ter que ser politicamente correto e escolher palavras sinônimas a “cego” no trato com os deficientes visuais.

O medo de causar constrangimento, porém, teve que ser esquecido. Afinal, como não ser, não dizer, não saber exatamente o que se é? A partir daí, olhos, antes cegos pela luz do dia, pelo bombardeio de imagens, viu-se a enxergar novas possibilidades de interagir com o mundo através dos olhos de quem não vê.

2 Conhecendo o desconhecido
Ao consultar um dicionário, percebi vários significados na língua portuguesa que define o que é ser “cego”. Ser cego, portanto, significa ser alucinado; ignorante; quem não sabe discernir do bem e do mal; estúpido; entulhado; sumido, que não se conhece bem; escuro; tenebroso uffa!
Como nossa sociedade é criativa em definir as pessoas, não é mesmo?

Para Erving Goffman “A sociedade estabelece os meios de categorizar as pessoas e o total de atributos considerados como comuns e naturais para os membros de cada uma dessas categorias” (apud COSTA, 2002). Entretanto, o objetivo de construir um vídeo que falasse sobre a visão de mundo de quem não vê, foi mais presente do que qualquer preconceito bobo e ignorante.

3 O diálogo possível
- Como é se relacionar com o mundo, sem vê-lo? - Mal a pergunta havia sido feita, um arrependimento de pronto veio, como já prevendo a resposta:
- Posso não vê com os olhos, mas percebo o mundo através do meu corpo... – diálogo construído com base no relato de um deficiente visual.

3.1 O processo
O documentário, reconhecido como gênero híbrido e autoral, serviu de palco para evidenciar como é possível conviver sem a visão. De acordo com Melo (2002), assim como ocorre na matéria jornalística em realizar uma narrativa baseada em fatos, o gênero documentário busca explicar logicamente um acontecimento.

Pelo documentário ocorre um processo ativo de fabricação de valores, significados e conceitos, pois, qualquer relato é sempre resultado de um trabalho de síntese, que envolve a seleção e ordenação de informações, e tal síntese pode variar dependendo da posição ideológica, social, cultural do sujeito que enuncia (MELO, 2002).

De acordo com Bill Nichols, (2005) foi através da paixão em ultrapassar os limites do cinema e descobrir novas possibilidades e formas que surgiu o gênero que tem por missão retratar a realidade recortada por meio de um ponto de vista.

O documentário se procupou em narrar uma dada realidade recortada por meio do ponto de vista parcial de quatro pessoas e, enquadrada através da ideologia de um grupo de trabalho.

O processo de construção acadêmico se deu de 9 a 26 de novembro de 2009, onde ocorreu cerca de três encontros oficiais com os integrantes do grupo de trabalho, para o devido planejamento de tarefas a serem executadas. Neste ínterim, foi-se percebendo que só corresponder ao cargo definido no início do trabalho tornaria sua execução lacunar. Deste modo, cada participante do grupo se prontificou a desenvolver outras funções, na produção de campo, captura, direção de filmagem e fotografia, roteiro, decupagem e edição.

“Quatro Histórias... Meu olhar do mundo, aqui do escuro”, narra como diferentes pessoas, porém com a cegueira em comum, se relacionam com o mundo. Iracema Vilaronga (mestre em educação); José Márcio (professor); Indiara de Carvalho (diretora da Associação Baiana de Cegos); e Luis Arcanjo (Sanfoneiro) descrevem como perderam a visão, o que é não enxergar, e o que pensam do preconceito que a sociedade tem de quem é cego.

Correspondendo a um dos pontos característicos do documentário, houve empenho em construir polifonia de vozes advindas do registro imaterial por meio dos relatos transformados, por conseguinte, em produção filmada e, em sequência, em documento material.

Já quanto ao registro, este se baseou no in loco contemporâneo, ou seja, registro imaterial feito no lugar em que ele ocorre (ambiente de trabalho e residência dos entrevistados).

É reconhecida, por todos os integrantes do grupo de trabalho, a falta de dinamismo visual do mine Doc. A isso se justifica não devido a falta de conhecimento de necessidade de cortes mais rápidos, de uso de imagens e planos diversos, de lirismo poético que correspondesse ao tema tratado, mas ao escasso tempo para a devida edição.

4 Considerações Finais
Abordar o tema deficiência visual fomenta em quem assiste aos depoimentos retratados no mine Doc. que estar na condição de cego não sugere sentir pena ou tristeza, e sim consciência das próprias limitações e a certeza de várias possibilidades. O documentário, como gênero jornalístico de caráter híbrido e autoral cumpre importante função de mobilizador da sociedade, no sentido de expor às pessoas outro modo de ver o mundo. De acordo com Nichols (2005) foi a visão descontraída e natural do cotidiano; uma série de ações e acontecimentos sinuosa e cheia de coincidências [...], o apoio de atores inexperientes [...], a ênfase nos problemas enfrentados por pessoas comuns no momento presente e não num passado histórico ou num futuro imaginado.

Ou seja, a busca pelo que fosse fiel a realidade; tanto pela fotografia, quanto pelo caráter psicológico e emocional dos ali retratados.

Diferentemente da modalidade reportagem, cujo conteúdo se dá através de dados factuais e do momento, o gênero documentário pode ir além, ao retornar no tempo tanto para resgatar uma memória social perdida, quanto para despertar uma reflexão ainda dormente.

No tocante ao formato, o apresentado à disciplina Telejornalismo II foi o cinematográfico, entretanto existem as possibilidades televisiva e digital, segundo Penafria (apud MELO, 2002). Já no que se refere ao alcance que tal modalidade pode ter, infelizmente, para cultura brasileira, assistir a documentários ainda vem a ser raro. Além do mais, tanto a produção e distribuição de DOCs. enfrentam sérias limitações. A TV Cultura é atualmente o único canal de televisão aberto que veicula, à sua programação, documentários. As emissoras que possuem maior índice de audiência dão preferência a programas de entretenimentos direcionados à teoria funcionalista da comunicação, na qual a televisão é tida como um meio de relaxamento depois de um dia cansativo de trabalho, sem nenhum comprometimento com a educação (ZANDONADE; FAGUNDES, 2003).

Tendo como pressuposto advindo de Melo (2002), de que o documentário é um produto audiovisual construído ao longo de todo seu processo de produção, que se chega a devida conclusão de que é possível informar às pessoas, mediante posicionamento próprio, particular. Sem máscaras e dissimulações inerentes as do telejornalismo.

Segundo Fiske (apud Melo, 2002), a estrutura do telejornalismo “não é suficientemente poderosa para ditar a qual voz nós devemos prestar mais atenção” o que, consequentemente, nos faz acreditar sermos nós a escolher que posição ter das coisas. Em contrapartida, a plataforma documentário é aberta o suficiente para dar a entender seu ponto de vista mediante a construção de vozes e, principalmente, a evidência de uma tese defendida pelo documentarista, ficando a cargo de quem assiste ao seu produto final, concordar ou não com a ideologia.

ReferênciasCOSTA, Valdelúcia Alves da. Diferença, desvio, preconceito e estigma: a questão da deficiência. Disponível em: < www.bengalalegal.com/trabalho.doc> Acesso em 01/10/2009 às 19h24.

MELO, C. T. V. de. O Documentário como Gênero Audiovisual. XXV CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO. Salvador, 2002.

NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Trad. MARTINS, Monica Saddy. 1. Ed. Campinas: Papirus, 2005.

ZANDONADE, Vanessa; FAGUNDES, Maria Cristina de Jesus. O vídeo documentário como instrumento de mobilização social. Disponível em < http://bocc.ubi.pt/pag/zandonade-vanessa-video-documentario.html> Acesso em 02/12/2009 às 22h06.
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22 de junho de 2009

Fotografias de uma história radiofônica: olhares de Gisela Ortriwano

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Gisela Swetlana Ortriwano (1948 - 2003) formou-se em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes, ambas da Universidade de São Paulo. Além das atividades didáticas nas áreas de Jornalismo Radiofônico e Televisionado na Escola de Comunicações e Artes da USP e no Instituto Metodista de Ensino Superior, foi chefe do Setor de Pesquisa do Departamento de Jornalismo da Fundação Padre Anchieta – Rádio e Televisão Cultura de São Paulo, cargo anteriormente ocupado na TV Globo / SP, onde implantou o Setor de Pesquisa. Ao desenvolver as reflexões contidas em A informação no Rádio: os grupos de poder na determinação dos conteúdos, parte integrante de sua dissertação de mestrado, defendida em 1982, levantou cerca de 60 anos de história da Radiodifusão no Brasil. Sua importância, quais ideologias motivaram sua implantação, como esta se deu e por quais caminhos percorreu. Sua análise é interessante, na medida em que aponta e convida o leitor a reflexão do que poderia ter sido a radiodifusão no Brasil e no que se transformou.

Na retrospectiva da implantação do Rádio no Brasil, Ortriwano disseca sua gênese cultural e educativa, idealizada nos anos 20 por Roquette Pinto e Henry Morize, mas obstruída tanto pelo custo econômico de seus aparelhos receptores quanto pela programação, direcionada não para as grandes massas, na sua maioria analfabeta, mas para uma elite.

A necessidade de transformar comercial a transmissão radiofônica logo se fez

imperativo. O que antes devia ser erudito, educativo e cultural, tornou-se popular e comercial. Nesse contexto, as atenções dos empresários e chefes partidários se voltaram para as potencialidades do Rádio, não apenas como um canal mercantilista mais também como um mecanismo de controle do corpo social, defende a autora da obra.

Com o surgimento da televisão, a era de ouro do Rádio termina. As grandes produções dão lugar
à música e aos programas de notícia. É diante desse contexto que surge os grandes nomes do rádiojornalismo no Brasil, tais como o “Repórter Esso”, o “Grande Jornal Falado Tupi” e o “Matutino Tupi” entre outros. Junto a esse processo, as inúmeras emissoras (AM e FM) existentes sentem a necessidade de especializarem suas programações, o que fez surgir duas tendências: o Rádio de mobilização em contrapartida ao Rádio de relaxamento, de baixa estimulação.

Ortriwano também apresenta a situação da radiodifusão no Brasil, discute as leis de concessões brasileiras cujo círculo vicioso deixa à margem as grandes massas que se veem obrigadas a buscarem na clandestinidade vias de se fazerem ouvir.

A autora afirma ainda que “o Brasil ocupa o segundo lugar no quadro mundial de emissoras instaladas, superado apenas pelos Estados Unidos” (1985, p.37). O sistema de exploração da radiodifusão que o Brasil se enquadra é o sistema pluralista, existindo também, por outro lado, o sistema de monopólio ou autoritário, sendo que o papel social do sistema de exploração da radiodifusão se diferencia tanto quanto às funções (coleta de informações; expressão de opinião; função econômica e de organização social, entretenimento e distração, psicoterápica, ideológica, etc.) como quanto às doutrinas (demagógica dos publicitários; culturalista; dogmática e sóciodinâmica).

Agora, o Rádio é definido, segundo a autora, como objeto e, tem sua participação na sociedade delimitada tanto quanto ao poder público como quanto ao poder publicitário. São a esses poderes que o Rádio precisa provar que é eficiente em alcançar seus objetivos atuais: “o de atingir o ouvinte, o consumidor dos produtos e serviços anunciados” (1985, p.57). Portanto, são os poderes internos, econômicos e internacionais que definem qual conteúdo será disseminado pela radiodifusão.

A autora da obra utiliza os estudos de Faus para conceituar a mensagem radiofônica como mensagem possuidora de características específicas quanto à função do meio, dos componentes da mensagem, do ouvinte e do receptor. Já no tocante a estrutura, esta possui linguagem oral, de intensa penetração geográfica, possibilitando sua recepção em qualquer lugar, além de ter custo baixo em relação aos outros meios de comunicação. Sua mensagem estimula a participação do ouvinte por meio “de um diálogo mental” (1985, p.80), cuja forma imediata e instantânea atinge o receptor a qualquer hora, sem que este ouvinte esteja necessariamente fechado entre quatro paredes e preso a quilômetros de fios.

Já no final de sua obra, após tecer algumas definições que ilustram o dia-a-dia nas redações de rádio, Ortriwano faz um alerta sobre os critérios utilizados nos enquadramentos da notícia, e arremata ao verbalizar Somavía que “a informação é uma função social” (1985, p.113) que nunca deveria estar ligada as ideologias do mercado capital.

Gisela Swetlana Ortriwano avalia de modo cuidadoso a fotografia histórica, política e social
cuja informação no Rádio atravessou desde a sua implantação até os anos 80. A autora se preocupa em narrar fatos históricos, em refletir situações, em questionar barreiras e apresentar dados que possam facilitar a compreensão do processo de desenvolvimento desse canal de informação que hoje se vê além do eletrônico. Agora, a informação radiofônica aventura-se no ambiente digital.

A informação no Rádio: os grupos de poder na determinação dos conteúdos, obra da já falecida, Gisela Swetlana Ortriwano, é de grande importância nas praças acadêmicas, pois trata com propriedade, segurança e altíssimo grau de síntese, o universo que se desenvolveu a informação no Rádio. Leitura agradável, de vocabulário sóbrio e de fácil assimilação, recomendada a todos os estudantes de Jornalismo, profissionais da área e curiosos sobre a história do Rádio no Brasil.
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12 de junho de 2009

Adestramento doméstico

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Sempre acreditei que num relacionamento romântico é preciso muita paixão, cumplicidade, vontade de estar junto, e amor, muito amor para acreditar que é possível ser feliz ‘para sempre’.

No início, tudo é novidade, a paixão está em plena erupção e não falta o desejo de acertar. Mas, é no dia-a-dia que as diferenças aparecem, e como! O romantismo e a atenção do começo se transforma em preguiça e desleixo. Porém, nem tudo está perdido, companheiras de plantão! Para este tipo de homem há solução, siiiimmm. Mas, primeiro é preciso diagnosticar qual tipo de homem você tem em casa.

Segundo a equipe Bolsa de Mulher existem cinco tipos. Confira qual é o seu.

O diagnóstico

Se ele foge das obrigações, tem sempre uma desculpa na ponta da língua para não ajudar nos serviços domésticos, se reclama de dor nas costas quando percebe que você vai lhe pedir pra carregar alguma coisa ou mudar algum móvel da casa, ele é o homem-preguiça.

Há também aquele que acha muito romântico arrotar falando seu nome, limpa o rosto na toalha de prato, espalha roupa suja pra todo canto, fazendo você catar cuecas pela casa, este é o famigerado homem-porco.

Agora, se ele é obediente a uma única mulher, que não é você, e quer tudo na mão, este é o filhinho da mamãe.

Já se ele prefere perder um amigo a perder uma oportunidade de dar uma cantada é o homem-cafajeste, sem dúvida.

No meio de todos esses tristes casos, existe um tipo de homem desejado como água no deserto, é o homem nota dez: ele não larga toalha na cama, dá flores, sempre tem um elogio à oferecer, não compara você com a mãe dele etc.; segure bem firme este homem, pois este tipo está em processo de extinção.

Segue, no link abaixo, um vídeo produzido pelo site Bolsa de Mulher que ensina como você pode domesticar seu namorado ou marido. Boa sorte!

http://www.bolsademulher.com/video/tyo/
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11 de junho de 2009

O presente no Dia dos Namorados

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Rebeca estava numa enrascada do tamanho de um estádio de futebol; e olha que ela nunca tinha feito um gol na vida! Isso pelo menos até agora. O Dia dos Namorados poderia tirá-la do atraso, pensou. Mas, antes devia seguir alguns conselhinhos de suas amigas.

1. passo: acertar no presente.

Convenhamos, o primeiro Dia dos Namorados de uma relação recente não é lá muito assertivo. Ela não sabia muito bem o gosto dele. Ele, aparentemente, era a mesma coisa. E o pior seria fazer cara de paisagem ao ganhar um presente sem nenhuma utilidade. Aff, fazer o quê?

Então, Rebeca ficou imaginando o que gostaria de receber no grande dia. Que por coincidência ou não, seria HOJE! Hiiiiiiiii.

“- perfume? “

“- não.”

“- e...chocolates????”

“- também não!”

E agora, o que fazer?!?!?

Ela gostava do dia, ele, da noite. Ela gostava de branco, ele de preto. Ela preferia um filme em casa, ele uma balada beemm animada. Será que combinavam realmente?

"Tin Don..."

Era a companhia da porta anunciando a chegada de Neto!

Estabanada se postou a arrumar o cabelo, ajeitar o vestido; e nada sutil deu aquela levantadinha no erbeg, achava ela que ninhguém estaria vendo. Tolinha!

Com um sorriso no rosto caminhou-se para a porta.

“ - Oi bem.”

“- Oi...”

Um beijo, um aperto, dois, três, quatro... hummm...

Algum tempo depois.

“- Já pensou no que vai me dar no Dia dos Namorados, amor?”

“- Ah, meu bem! É surpresa.”

“- Já decidiu o que quer ganhar no Dia dos Namorados?”

“- Ah coração, você decide."

Agora é que são elas! Ele não confessa o que gosta, ela não assume o que quer. Como adivinhar o que o outro gosta?

É isso mesmo, gente! Enquanto um tenta advinhar o que o outro gosta, sente, deseja, o outro finge que é verdade, e o fingimento passar a ser a realidade e, ser honesto passa a ser arriscado. Então, Viva o Dia dos Namorados!!!
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As Mulheres do Parque

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A desigualdade social e econômica presente nas áreas periféricas da cidade de Salvador levanta uma questão preocupante: qual será o destino das mulheres chefes de família e solteiras, estigmatizadas pelo preconceito racial e econômico e dos seus filhos?

A desintegrada estrutura familiar são um dos fatores para a condição social de risco pelos quais mulheres são submetidas diariamente. A violência é sentida de diversas formas: física quando a agressão parte do conjuge ou do pai; profissional quando são submetidas a trabalhos não valorizados economicamente; e social quando o município se isenta em cumprir as obrigações sociais pelas quais é responsável.

Apesar das dificuldades apontadas, algumas mulheres moradoras dos arredores do parque São Bartolomeu, subúrbio ferroviário de Salvador, mantém uma meta de vida: fugir dos estigmas e esteriótipos reforçados pela mídia e engessados pelo inconsciente coletivo da própria comunidade, como também garantir seu espaço social de forma digna e cidadã.

A brincadeira

- Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, empurra Collor que ele cai!

Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, empurra Collor que ele cai!

Collor vai ganhar uma passagem pra sair desse lugar

Não é de carro, nem de trem, nem de avião
é com algemas no camburão.
Eta Collor ladrão!
Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, empurra Collor que ele cai!

Era 1992, o cenário político no Brasil fervilhava de escândalos. A mídia não se cansava de apontar as corrupções que assolavam toda a sociedade. Muitas vezes, as verbas que deveriam ser destinadas a saúde, educação, infra-estrutura, principalmente para os bairros periféricos, haviam sido desviadas.

Fernando Affonso Collor de Mello, o então presidente do Brasil, vivia seus últimos dias de presidenciável. Diante das denúncias de corrupção, Collor não teve outra alternativa, renunciou, numa vã tentativa de evitar o impeachment- processo de cassação de mandato do chefe do Poder Executivo, em países cujo o governo não seja parlamentar, em qualquer esfera, seja ela federal, estadual ou provincial, municipal ou condado- que tiraria seu direito de exercer qualquer cargo político no Brasil.

Não foram só nas ruas de Brasília que se escutou as músicas e trocadilhos que marcaram o processo de impeachment pelo qual Fernando Collor de Mello sofreu.

No Parque São Bartolomeu, localizado no subúrbio ferroviário de Salvador, não foi diferente. Crianças e adolescentes se divertiam, de caras pintadas de verde e amarelo e “mamãe sacode” nas mãos, sem contudo, entenderem a gravidade da situação pela qual o país passava.

A sensação de segurança que outrora fora sentida através de muitas lutas pela conquista da liberdade de ir e vir, de praticar suas crenças, sem repressão, já não existia. Apesar do seu passado histórico, o Parque, que já serviu de palco dessas brincadeiras, as quais ainda eram uma das únicas atividades inocentes que possuia, com piqueniques, banhos de cachoeira, não é mais o que foi. As mulheres, moradoras dos arredores, perderam o único espaço de lazer que poderiam oferecer a seus filhos: lazer bom e barato. As crianças, então eram obrigadas a brincarem em acanhados becos, próximos de suas casas. A preocupação de que algo acontecesse faziam com que suas mães as proibissem de ir além da pequena ladeira de barro que limitava o espaço para brincar.
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6 de junho de 2009

Dia Mundial do Meio Ambiente. Só pra descontrair...

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Ao navegar pela net, encontrei dois caras engraçados: Eduardo Oliveira e Jeferson Almeida. Eles criaram o blog Patavinas. No último dia 5, dia mundial do Meio Ambiente, a dupla postou algumas dicas de como preservar a natureza. Confira:

Proteja os veados. Mas jamais faça isso de costas.

Proteja os micos. Você sempre vai pagar um.

Proteja as baleias. Um amor peso-pesado é bom de vez em quando.

Proteja as piranhas. Se a gata não caiu na cantada, como salvar sua noite?

Proteja as galinhas, pelos mesmos motivos.

Proteja as onças. Mas cuidado com os amigos delas.

Proteja os tatus. Mas jamais faça rima com eles.

Proteja os cachorros. Toda mulher precisa dos serviços deles um dia.

Proteja as vaquinhas. Na roça, o amor pode surgir de onde você menos espera.
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Autoconhecimento pode reduzir evasão no ensino privado

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O final do ensino médio encerra um ciclo de estudos e prepara os jovens para novos vôos içados pela formação universitária. É nessa fase que muitos se sentem pressionados a decidirem o caminho profissional que seguirão pelo resto da vida. Mas, nem sempre essa certeza inicial permanece e muitos desistem no meio do caminho.

Em 2007, o Censo da Educação Superior apontou para o aumento do número de estudantes que ingressaram para o ensino superior privado, 74,57%. Porém, tal volume se fragiliza pelo déficit considerável em relação aos não concluintes.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), apenas 55 % dos estudantes do ensino privado se formam. Uma das causas para a evasão universitária, segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Reinaldo Fernandes, é a troca de cursos nos primeiros semestres e a dificuldade de pagar as mensalidades.

Especialistas da área educacional recomendam que habilidades e tendências naturais devam ser levadas em conta no ato da escolha da profissão. Acima de qualquer interesse, a realização pessoal tende a ser a mais importante. Após essa noção, a atitude seguinte é conhecer a profissão escolhida com mais propriedade e se imaginar executando suas atividades cotidianas.

Frequentar palestras e feiras profissionais, além de ler matérias que abordem o dia-a-dia da profissão ajuda na escolha. Atitude que o universitário Ulisses Barreto, 35 anos, demorou a fazer. Segundo ele, só após ter iniciado os cursos de Economia, seguidos pelo de Filosofia e Agronomia e, logo nos primeiros semestres, desistido de todos, é que, finalmente, se encontrou ao ingressar em mais uma Faculdade.

Atualmente, Ulisses, que está cursando o 4º semestre de Publicidade e Propaganda, se diz satisfeito com a sua última escolha.“O curso está realmente me permitindo desenvolver ferramentas para a área que atuo. Acho que agora me encontrei”, concluiu.
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22 de maio de 2009

Basta um click

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É inevitável. O desenvolvimento tecnológico tem mudado o comportamento do homem. Impossível afirmar que seus hábitos e preferências não são alterados com a crescente mudança estrutural com a qual a sociedade tem sofrido desde a I revolução industrial até os nossos dias. Basta olhar em volta. Cada esquina que se passa é possível ver pessoas que, até pouco tempo atrás, cerca de 40 anos, desconhecia as possibilidades e facilidades que uma caixa digital traria às suas vidas.

Com um simples e rápido click interfaces se intercalam em transição à tela LCD. O computador, devo dizer, não é uma 'caixinha de surpresas' mas, sim, símbolo do momento transitório ao qual todos nós passamos.

Convergente por natureza, transforma o leitor que antes se via preso ao papel e aos tipos criteriosamente escolhidos e impressos à tinta, a um mundo imaginário e saudosista, cujo olhar de quem o contemplara recorria, por curiosidade, às referências de fim de página. Agora, esse mesmo leitor, de mundos cuidadosamente descritivos, se defronta com a rapidez do instantâneo, aos lampejos da multimídia, a 'maré' digital.

Esse novo mundo desponta aos nossos olhares, antes, contemplativos, agora, participativos, fragmentário, de certo, porém, mais livre para escolher por quais caminhos, nós, redes seguir, basta um click.
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21 de maio de 2009

O Sol e o Vento

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O Sol e o Vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte e o Vento disse:

- Provarei que sou o mais forte. Vê aquele velho que vem lá embaixo com um capote? Aposto como posso fazer com que ele tire o capote mais depressa do que você.

Então o Sol recolheu-se atrás de uma nuvem e o vento soprou até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava, mais o velho segurava o capote junto a si. Finalmente o Vento acalmou-se e desistiu de soprar.

Então o Sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para o velho imediatamente ele esfregou o rosto e tirou o capote.

O Sol disse então ao Vento que a gentileza e a amizade eram sempre mais fortes que a fúria e a força.

Fábula de Esopo, recontada por Dale Garnegie, em «Como desfrutar sua vida e seu trabalho», Editora Nacional, SP, 1987 (pag.152-153).
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17 de maio de 2009

Conversa fiada

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Para mim, momentos especiais devem ser vividos com rituais. O meu ritual preferido, além de acender um gostoso incenço, é preparar um delicioso café, se for, então, capuccino, huuummm, é ainda melhor.

Porém, este momento não é lá muito especial, devo admitir. São exatamente, 2 horas da manhã de domingo, e eu não estava em nenhuma 'balada'. Pra ser bem sincera, estava era executando minhas aptidões domésticas.

É isso mesmo amigas e amigos de plantão! Num processo estonteante, empreendi - e ao mesmo tempo, como só nós, mulheres, conseguimos fazer, e bem, descumpem-me os homens que estarão lendo este post, - várias atividades do lar: varri intensamente o chão do meu apartamento, depositei sistematicamente as diversas peças de roupa na máquina de lavar, atentei uma trabalhosa e molhada missão "louça" para depois atacar os quartos.



É impressionante, mas aqui em casa, o quarto que mais demanda cuidados especiais é o qual não uso. Toda vez que tomo coragem para visitá-lo, surpreendo-me com a quantidade de coisas que guarda: sapatos que não calço a meses, roupas que não visto à séculos, vidros e mais vidros de perfumes, todos vazios. Mesmo considerando-me uma mulher moderna e, até feminista, às vezes, têm horas que me sinto como uma verdadeira Amélia, àquela da música.

Agora mesmo fui atacada pela máquina de lavar. Ela, aos solavancos, avançou contra mim, acertando em cheio meu joelho. Parece que a coitada não estava muito a fim de trabalhar.

Apesar de não ser muito avessa a essas tarefas, avalio meu esforço com mérito. Quem se poria a limpar a casa na alta madrugada de domingo? Meus amigos dizem que estou ficando maluca, ou então uma vampirinha da meia-noite. Meus vizinhos, por outro lado, são muito bonzinhos. Acho que não chegam a se incomodar muuuiiito com a música e a conversa a meio tom, (gosto de falar sozinha). Que bom para mim! Afinal, a noite ainda é uma criança.
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15 de maio de 2009

Momentos Toscos I

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Caros colegas, atendendo à disciplina de Telejornalismo, estarei postando, para alegria de vocês e autoflagelo meu, alguns vídeos toscos e beeeemmm amadores.

Este é o primeiro da série Momentos Toscos.
Se, por acaso, acharem muito ruins, não se acanhem e comentem...

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13 de maio de 2009

A desconstrução da identidade nacional

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O homem é um ser social por natureza. Múltiplo e original, exerce influência sendo ao mesmo tempo influenciado pelo meio em que vive. Com o desenvolvimento tecnológico, o homem passou a si vê não apenas nos canais até então populares-fotográficos, impressos e audiovisuais (cinema), mais também no ambiente doméstico de sua casa, nos horários reservados para a família, para a conversa necessária no fim do dia. A rotina, tão comum, foi descartada para receber a presença ilustre da TV e suas programações.

Luz, cor, movimento. Novidade deliciosa para quem, há pouco, só tinha as ondas do rádio para se entreter e se informar.

Os grande espetáculos agora iam até o público, invadiam suas casas dando a sensação de conforto e, o que é melhor, de graça?! Esse efervecimento no sentido cultural teve dois significados importantes: primeiro, abria-se um novo campo de possibilidades; segundo, essas possibilidades ficaram restritas em poucas mãos - no eixo Rio-São Paulo (PRIOLLI, 2000, p, 19).

Se antes o brasileiro tinha orgulho de sua origem, regionalista, agora forçava-se a imitar os sotaques e vestimentas sulistas. A heterogeneidade que compõe o Brasil passou, de forma continua a ser reduzida a uma "identidade nacional".

"A televisão tem sido um poderoso instrumento de difusão desse sentimento nacional, que articula incluídos e excluídos em torno de uma certa ideia de Brasil [...] cumprem esse papel [...] desde o início dos anos 70, quando a tecnologia permitiu a implantação de uma rede de telecomunicações em todo o território [...] (PRIOLLI, 2000, p. 15).

O papel exercido pelo telejornalismo neste propósito foi fundamental, pois submeteu-se as pressões econômicas e partidárias, escondendo o conteúdo pobre e limitado de suas notícias pelo apuro técnico da forma que "eliminou o improviso, impôs uma duração rígida no noticiário, copidescou não só o texto como a entonação e o visual dos locutores" (REZENDE, 2004, p. 113).

É certo a existência de várias "identidades" que buscam reconhecimento, contudo elas são barradas quando tentam se fazer reconhecidas na tela da TV. Talvez isso se deva a visão mercadológica e política com o qual esse meio foi construído.
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